Prevenção

Leishmaniose Canina

A Leishmaniose, é uma doença provocada por um protozoário (parasita microscópico) do género Leishmania, que infecta canídeos e ocasionalmente o gato e roedores. Além disso é uma zoonose, ou seja, pode infectar o Homem (principalmente indivíduos imunodeprimidos).É uma doença crónica debilitante, que, caso não seja acompanhada pelo Médico Veterinário, pode levar à morte do nosso melhor amigo.

“Em Portugal, existem duas formas da doença: a visceral e a cutânea, sendo a visceral a forma mais grave e a que se encontra mais disseminada pelo território nacional.”

Esta doença pode ocorrer em canídeos de qualquer idade, raça ou sexo, no entanto, as infecções sintomáticas são mais comuns a partir dos nove meses de idade.

Com a chegada do bom tempo aumenta também a probabilidade de contágio, pelo que dedicamos o mês de Junho à Leishmaniose. Temos algumas surpresas e como sempre uma equipa de 6 médicos veterinários dedicados em exclusivo aos animais de companhia para o aconselhar o melhor possível.

PREVENÇÃO

Junho é mês de prevenção da Leishmaniose

Há 10 anos atrás era o principal motivo de consulta por patologia (consulta não preventiva), na nossa clínica. Felizmente muito tem sido feito para combater e prevenir esta doença crónica e potencialmente mortal para os nossos companheiros caninos.

Desde a prevenção da picada dos mosquitos até à administração de um xarope preventivo ou à vacinação há sempre uma solução preventiva à medida do melhor companheiro do mundo.

Para qualquer esclarecimento adicional, contacte a equipa da VetPóvoa
Como se transmite?
A transmissão, ocorre através da picada de um mosquito da familia Phlebotomidae, como tal, o canídeo só fica infectado em zonas onde existem estes mosquitos e a transmissão ocorre principalmente durante os meses quentes (de Março a Outubro). O Homem só pode ficar infectado, quando picado pelo mosquito.
A fêmea do mosquito ingere sangue de um vertebrado infectado, ingerindo também o parasita. Depois de ingerido, o parasita multiplica-se no trato gastrointestinal do mosquito. Quando se volta a alimentar noutro hospedeiro, o mosquito, inocula o parasita na corrente sanguínea. Caso este não seja eliminado pelo sistema imunitário, o animal (ou o Homem) fica infectado.
É importante referir que a Leishmaniose pode ser assintomática, ou seja, cães infectados podem não apresentar sinais de doença.Nos casos sintomáticos, existem lesões ao nível de vários órgãos, já que a Leishmania tem a capacidade de se distribuir por todos os sistemas. Assim, animais com lesões de pele, hiperqueratose nasal e/ou digital, queda anormal de pêlo, crescimento excessivo das unhas, perda progressiva de peso, apetite diminuído, intolerância ao exercício, depressão, problemas oculares, corrimentos nasais, diarreia, vómitos ou animais que bebam muita água e urinem em demasia, devem ser levados ao veterinário para despiste da Leishmaniose.
Sim, deve-se fazer o despiste da Leishmaniose, especialmente durante o Outono ou Inverno, uma vez que o animal pode ter sido infectado durante a Primavera ou Verão anteriores. Os cães que habitem em zonas de mosquitos (como por exemplo, perto de rios ou lagoas) e/ou que passem a noite ao ar livre, estão mais sujeitos às picadas, como tal devem ser considerados animais de risco e devem fazer, pelo menos, um controlo anual.
A Leishmaniose Humana, é facilmente tratada, quando diagnosticada a tempo, por outro lado, a Leishmaniose Canina, ainda não tem cura definitiva, no entanto, longe vão os tempos em que Leishmaniose era sinónimo de eutanásia.Os animais doentes, devem ser sujeitos a um tratamento médico, instituído pelo veterinário. Este tratamento, apesar de não eliminar o parasita, impede a sua multiplicação e melhora a qualidade de vida do animal de estimação.
Como esta doença se transmite pela picada de um mosquito, é essencial proteger o nosso fiel companheiro durante as horas críticas (quando o mosquito se alimenta), ou seja, durante o final da tarde, noite e princípio da manhã. Assim deve-se evitar manter os cães ao ar livre durante estes períodos do dia, principalmente nos meses quentes.