Prevenção

Artrose

Tal como os humanos, também os nossos animais de companhia estão sujeitos ao aparecimento de artrose, ou em termos mais técnicos Doença Articular Degenerativa.

Sempre que exista uma incongruência articular, um traumatismo articular ou simplesmente devido ao passar do tempo, as extremidades dos ossos (onde se dá o movimento) ficam sujeitas a desgaste. Ao perder-se a camada superficial da articulação, fica exposto o osso sub-condral que se vai comportar da mesma forma como num processo de fratura. Sofre espessamento e deposita-se novo osso de forma irregular e aleatória: Os Osteófitos.

Com o decorrer do processo vem também a dor, a inflamação e a perda de mobilidade.

Na foto podemos ver uma articulação coxo-femural perfeitamente normal e a outra com alterações ósseas muito evidentes (seta).

PREVENÇÃO

Outubro é o mês de prevenção da Artrose

Apesar de não ser especifica dos animais idosos, é muito mais frequente a partir dos 8 anos de idade, quer no cão, quer no gato (apesar dos felinos esconderem os sinais clínicos pelo máximo de tempo possível).

Manter um controlo de peso, associado a exercício moderado e a uma alimentação saudável (eventualmente com suplementos alimentares), ajuda a manter as articulações mais saudáveis, evitando ou atrasando a progressão desta doença.

Apesar desta patologia não ter cura clínica, há muito a fazer para aumentar a qualidade de vida dos patudos que sofrem com ela. Assim, se suspeita que o seu companheiro sofre de artrose, contacte o quanto antes o seu médico veterinário, de forma a aumentar o conforto, mas também a limitar a progressão.

De igual forma, se tem um cão ou um gato a passar a meia idade (especialmente se for obeso, de grande porte, ou de raça definida), informe-se sobre a prevenção.

Saiba mais sobre artrose e a sua prevenção, explicada pelo nosso diretor clínico e responsável pela área de cirurgia ortopédica no video dos “Animais Anónimos”:

Para qualquer esclarecimento adicional, contacte a equipa da VetPóvoa
Porque é que a Artrose acontece?
Pode surgir devido a uma incongruência articular, a um traumatismo na articulação ou simplesmente com o passar do tempo. Com a perda da camada superficial da articulação, o osso fica exposto e reage de forma semelhante a um processo de fratura, o que desencadeia dor, inflamação e perda de mobilidade.
Embora não seja exclusiva de animais idosos, é muito mais frequente a partir dos 8 anos, tanto em cães como em gatos. Animais obesos, de grande porte ou de raça definida têm maior predisposição.
Dificuldade em levantar-se, menos vontade de passear ou brincar, e tristeza ou apatia geral são sinais comuns. Nos gatos, os sintomas costumam ser mais discretos, já que estes tendem a esconder o desconforto o máximo de tempo possível.
Apesar de não ter cura, há muito a fazer para aumentar a qualidade de vida do animal e limitar a progressão da doença. O médico veterinário deve ser contactado o quanto antes para definir o plano mais adequado a cada caso.
Manter o peso controlado, associado a exercício moderado e a uma alimentação saudável, com eventual recurso a suplementos alimentares, ajuda a manter as articulações mais saudáveis. Se tem um cão ou gato a entrar na meia idade, especialmente se for obeso, de grande porte ou de raça definida, vale a pena informar-se junto da equipa sobre prevenção.
O diagnóstico parte da avaliação clínica, com observação da forma como o animal se movimenta e palpação das articulações, e é confirmado através de radiografias, onde é possível visualizar as alterações ósseas características, como os osteófitos. Quanto mais cedo for identificada, maior a margem para agir sobre o conforto e a progressão da doença.